Dorival Júnior está cada vez mais próximo de ser demitido. Ancelotti volta a ser uma sombra.

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Na terra do Tango, a Seleção Brasileira levou um verdadeiro balie da Argentina, ao perde por 4 a 1 e levar olé no estádio Monumental de Núñez, E agora, quem pode dançar pela última vez é o técnico Dorival Júnior, que corre sério risco demissão após o vexame pela décima quarta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Com um relacionamento cada vez mais distante de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, Dorival corre sério risco de não estar no Mundial que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá. Os empates de novembro do ano passado, contra Venezuela e Uruguai, já haviam deixado o treinador na corda bamba e a Data Fifa deste mês de março poderia ser a oportunidade de redenção.

No entanto, a sofrida vitória sobre a Colômbia e o fiasco diante dos argentinos podem despontar como decisivos na avaliação do trabalho de Dorival Júnior. Ednaldo, por sua vez, priorizou questões políticas e marcou o pleito que garantiu sua reeleição, no Rio de Janeiro, para a véspera do clássico com a Argentina.

A sequência de resultados ruins e a perda de prestígio da Seleção faz com que até o nome de Carlo Ancelotti seja novamente ventilado nos corredores da Confederação Brasileira de Futebol. Até Filipe Luís, que faz um grande incio de trabalho no Flamengo, aparece como um nome cotado como provável substituto de Dorival.

No comando da Seleção desde janeiro de 2024, Dorival disputou 16 jogos, com sete vitórias, sete empates e duas derrotas. Na Copa América do ano passado, o Brasil apresentou dificuldades para se classificar para 2ª fase e acabou eliminado nas quartas de final para o Uruguai.

As recentes declarações do presidente Ednaldo Rodrigues demostram a perda de prestígio do atual selecionador canarinho. Reativo quando questionado sobre o futuro do trabalho de Dorival, o presidente disse que “até então” a CBF respaldava a comissão técnica, isentando-se de responsabilidade na fase ruim dentro de campo, com declaração similar à que deu em outras oportunidades:

“Eu reitero, da parte da CBF, que tudo que é solicitado à administração, na pessoa do seu presidente, é disponibilizado. Tudo. O que for das melhores condições para os atletas, para a comissão técnica, enfim. Mas, também, o que eu coloco é que o resultado em campo, esse a gente não tem controle. Eu não tenho controle do resultado em campo”, alfinetou Ednaldo.

O que se fala internamente dentro da entidade máxima do futebol brasileiro é que o Super Mundial de Clubes, que será disputado no meio do ano, nos Estados Unidos, está sendo decisivo para o entrave em relação a quem vai substituir Dorival, pois todos os principais técnicos cotados para assumir a seleção pentacampeã, estarão disputando o torneio em solo americano.

A situação está provocando um dilema: quando deve ser tomada a decisão sobre a possível saída de Dorival? Ao sair do vestiário da Seleção no estádio Monumental de Núñez, Ednaldo Rodrigues evitou a imprensa. Nas conversas a respeito de uma mudança, Carlo Ancelotti voltou à tona.

A segurança política de Ednaldo Rodrigues no comando da CBF, com mandato até 2030, e a possibilidade de fim de ciclo de Ancelotti no Real, indicam um cenário reaberto. Ele tem contrato até o fim de 2026, mas a permanência em Madri é considerada remota após o Mundial de Clubes. O italiano confessou a pessoas próximas desde a primeira investida que vê o interesse brasileiro com bons olhos.

Além de Ancelotti, e de Filipe Luís, do Flamengo, os nomes dos portugueses Abel Ferreira, do Palmeiras, e Jorge Jesus, do Al-Hilal, sempre são citados como cotados para Seleção.

POR MARCELO DURÃES

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Ancelotti acena possibilidade de treinar Seleção

 

 

 

 

 

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